quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Finitude...





O mundo que habitamos é finito. O tempo todo lidamos com a perecibilidade. Mas apesar desse claro fato, o que mais desejamos é a negação dessa finitude porque estamos tão imersos no mundo que não percebemos que estamos aqui de passagem. Tentamos tornar nossa existência “suportável” fugindo do que possa significar morte, perda, luto. Se pensarmos muito na morte, a vida fica inviável. E, Segundo Platão, a vida existe a partir do que se pode conhecer. Nossa condição humana se dá a partir do que podemos pensar, racionalizar. O mundo, a existência e a vida são para nós o que podemos conhecer. Por isso, só pensamos na morte a partir do que experimentamos da morte dos outros, ai podemos meditar sobre a nossa. 
Acredito que essa compreensão de finitude nos leva a: 1) responsabilização do que seja a vida. Ela é curta, breve, rápida demais. Devemos amá-la e vive-la ao máximo sabendo que ela é única; 2) buscarmos uma interpretação correta das coisas, do mundo. Contemplar a beleza da vida, dos outros, do universo e principalmente amarmos pessoas e usarmos as coisas e não amarmos as coisas e usarmos as pessoas; 3) viver cada momento como um chamado a liberdade, alegria, contentamento. Se você perguntar-me o que é felicidade, eu diria que felicidade é viver sendo quem é, aceitando-se e sem máscaras; 4) Aprender a morrer não significa ser pessimista, mas entender a finitude, deixando que esse senso de perecibilidade nos ensine a viver melhor.

Nenhum comentário: